sexta-feira, 18 de junho de 2010

SARAMAGO


Morre o autor de entre outros vários livros: Cem anos de solidão; Ensaio sobre a cegueira; Memorial do convento; As intermitências da morte; A viagem do elefante; O conto da ilha desconhecida; Levantado do chão; Ensaio sobre a lucidez; O evangelho segundo Jesus Cristo, este o mais polêmico, na minha modesta opinião.
Não irei me ater em religião ou visão política, ainda que esses dois pontos baseiem a vida de um ser humano, mas procurarei comentar a arte da literatura que José Saramago tão bem pintou. Um homem que veio de uma família analfabeta, cuja mãe era empregada doméstica, o avô que era criador de porcos e talvez o homem de maior influência na vida do escritor. Havia um ar de mistério literário em suas entrevistas, algo que só era desvendado depois de uma boa leitura das suas obras, havia algo de desconcertante em seus raciocínios críticos, era como uma espada afiada e pontiaguda, eis o motivo pelo qual saiu de seu país natal, Portugal.
O lugar onde procurou morar parece um capitulo de um livro, Ilhas Canárias, na verdade mais uma fonte de inspiração do que uma simples moradia, sua esposa, 30 anos mais nova também era sua fonte de ideias. Saramago não residia, ele embelezava o local com seu mistério. Um Homem que quando criança não possuía dinheiro para comprar um livro se quer, mas que sonhava incessantemente em ter o primeiro de milhares livros.
“Não se apresse, mas não perca tempo”, é uma de suas mais conhecidas frases, e foi assim que ele viveu, sem pressa para escrever e sem perder tempo para viver.
José Saramago morreu por volta das 8h (horário de Brasília) desta sexta-feira (18) aos 87 anos, depois de tomar seu café da manhã ao lado de sua esposa. “Ele se despediu de uma forma serena e tranqüila”(sitio da fundação José Saramago).